TEM ONDA

Câmera ao vivo - Praia de São Vicente (SP) e Santos (SP)

27 de nov de 2018

Australiana se torna a maior surfista da sua geração com o título de 2018, repetindo conterrânea aposentada; taça veio após eliminação de Lakey Peterson em Maui.



Stephanie Gilmore é a maior surfista da sua geração. Nesta segunda-feira, a australiana de 30 anos conquistou pela sétima vez o título mundial de surfe e igualou o feito da conterrânea Layne Beachley, também sete vezes campeã. Layne encerrou a carreira em 2006, também com a taça. Um ano depois, Stephanie começou sua caminhada e a escalada de conquistas: 2007, 2008, 2009, 2010, 2012, 2014 e agora em 2018. A confirmação do troféu veio logo no segundo round da etapa de Maui, no Havaí. Com Lakey Peterson eliminada, Gimore não podia ser mais alcançada no ranking.

Nesta temporada, a australiana venceu as etapas de Bells Beach, Saquarema e Jeffreys Bay. Foi também segunda colocada em outras duas etapas. E terceira em mais uma. Em Maui, Stephanie foi bem no round 1, avançando direto para o round 3. Em sua bateria, derrotou Alana Blanchard e Sage Erickson. Lakey Peterson, que podia alcançá-la na disputa, foi eliminada logo no round 2, a repescagem, por Alana Blanchard.



Stephanie começou a surfar aos 10 anos, no boadyboard. Aos 17, já no surfe, passou a competir em torneios profissionais da WSL. No seu primeiro ano como profissional, não decepcionou e conquistou o tour de 2007. Fulminante, foi vencendo em sequência até 2010. Repetiu o feito em 2012 e depois em 2014. Nos últimos quatro anos, chegou a bater na trave, e agora voltar a conquistar o tour de surfe.

Por globoesporte

5 de jul de 2018

O brasileiro Filipe Toledo foi dominante em Jeffreys Bay

O brasileiro Filipe Toledo foi dominante e mostrou sua supremacia nas águas de Jeffreys Bay, na África do Sul. Nesta quinta-feira, o campeão dessa etapa em 2017 conseguiu seu sonhado bicampeonato ao derrotar o australiano Wade Carmichael.


Filipinho Toledo na final de Jeffreys Bay (Foto: Reprodução) Filipinho Toledo na final de Jeffreys Bay (Foto: Reprodução)
Filipinho Toledo na final de Jeffreys Bay (Foto: Reprodução)
A bateria de 40 minutos da final começou devagar. Mas quando chegou a hora, Filipinho deu show. Depois de oito minutos do início da disputa, o brasileiro fez uma descida espetacular, com um reverse, rasgadas e um bonito tubo. A torcida foi à loucura. Carmichael tentou dar o troco na sequência, mas a onda não veio tão limpa, e ele não conseguiu desenvolver. Toledo ganhou 8,5 pela nota, e somando aos 0,50 que já tinha, ficou com 9,00.

Wade não deixou barato ao ver a nota do brasileiro disparar. O brasuca chegava a 15,43 com a nota 8,50 e mais um 6,93 que pegou na sequência. O australiano então conseguiu uma descida bonita para equilibrar mais o confronto. Ele com um floater e conseguiu boas rasgadas, sendo aplaudido por seus torcedores presentes na areia. Ganhou 8,00, ficando com 15,33, pertinho de Filipinho.

O brasileiro, contudo, não sentiu a pressão, seguiu tranquilo na água, dominante, mostrando que vive grande fase na temporada. Em mais uma tentativa, conseguiu trocar seu 6,93 por um 8,30 que elevou seu somatório a 16,80, faltando poucos minutos para o fim.

Wade Carmichael ainda tentou uma última cartada, mas caiu. Filipinho desceu para outra, mas também não completou. Faltando poucos segundos para o término, o australiano foi para o tudo ou nada: até conseguiu uma boa performance, mas arriscou um aéreo no fim e caiu. Os brasileiros cantavam na area, com bandeiras do país, enquanto Toledo, emocionado, celebrava na água.
fonte globoesporte

9 de jun de 2018

Willian Cardoso bate Julian Wilson na final em Uluwatu e é campeão pela primeira vez
Em sua temporada de estreia no WSL, catarinense desbanca o australiano na decisão e se torna mais um brasuca a conquistar uma etapa de Mundial; mesmo com a derrota, Wilson assume o topo do ranking


 (Foto: WSL )

Enfim concluída na manhã deste sábado, a terceira etapa teve um novo brasileiro escrevendo seu nome no Circuito Mundial. Em sua temporada de estreia, Willian Cardoso bateu Julian Wilson na final em Uluwatu e conquistou sua primeira vitória na mais importante liga do surfe. Mesmo derrotado, o australiano assumiu a liderança do campeonato, desbancando Ítalo Ferreira, agora em terceiro, atrás de Filipe Toledo. Willian agora aparece em 5º lugar, com o Brasil colocando quatro representantes entre as cinco primeiras posições.

A vitória de Willian foi incontestável. Dominante desde o início da bateria, o brasileiro conseguiu somar 15,57 e obrigou Wilson a buscar nota superior a 9,00. Mesmo com bom desempenho em sua última tentativa, uma onda que lhe valeu 8,60, o australiano não pôde superar o catarinense de Camboriú, que pela primeira vez colocará em sua galeria um troféu do Circuito Mundial.

"Eu tive que dar o meu melhor hoje. Venci Julian Wilson, Mikey Wright e Filipe Toledo, que são todos grandes surfistas incríveis. Este é o melhor dia da minha vida"
Veja o ranking mundial

Oriundo do WQS este ano juntamente com Yago Dora e Michael Rodrigues, o catariense de 32 anos vinha de uma 5º colocação em Keramas e confirmou sua força ao faturar a coroa da etapa, inicialmente adiada em abril em Margaret River (em virtude da constante presença de tubarões) e complementada em Bali, na Indonésia.

Final
Julian Wilson (AUS) 14,43 x Willian Cardoso (BRA) 15,57

Semifinal
Bateria 1: Kolohe Andino (EUA) 14,53 x Julian Wilson (AUS) 15,83
Bateria 2: Mikey Wright (AUS) 13,66 x Willian Cardoso (BRA) 13,77

Quartas de final:
Bateria 1: Kolohe Andino (EUA) 14,33 x Conner Coffin (EUA) 11,83
Bateria 2: Julian Wilson (AUS) 16,20 x Jordy Smith (AFS) 15,50
Bateria 3: Gabriel Medina (BRA) 10,90 x Mikey Wright (AUS) 11,13
Bateria 4: Filipe Toledo (BRA) 11,67 x Willian Cardoso (BRA) 14,24

fonte: globo esporte com
Tati é superada no finzinho por Johanne Defay e fica com o vice em Uluwatu
Francesa consegue onda salvadora a 2 minutos do fim e adia a primeira vitória da "havaiana-gaúcha" como representante do Brasil



Tatiana Weston-Webb ficou muito perto de conquistar sua primeira vitória defendendo as cores do Brasil. Em uma final com desfecho emocionante na manhã deste sábado, a “havaiana-gaúcha" acabou superada nos instantes derradeiros pela francesa Johanne Defay e ficou com a segunda colocação em Uluwatu, disputa válida pelo complemento da etapa de Margaret River, adiada em abril em virtude da constante presença de tubarões nas águas de Keramas, na Austrália.

De forma espetacular, Tati avançou à sua primeira decisão com a bandeira brasileira após arrasar Stephanie Gilmore na semifinal, conseguindo um total de 14,50 contra apenas 2,50 da hexacampeã mundial. Defay eliminou em sua semi outra australiana, Tyler Wright, em um duelo acirradíssimo e definido no detalhe (13,77 a 13,73).

A um passo da coroa em Bali, Tatiana liderava o duelo até faltarem dois minutos para o fim e jogou toda a pressão para cima da francesa. Precisando de 6,18 para vencer, Johanne Defay arriscou tudo em sua última onda e, com desempenho seguro, conseguiu dos juízes 6,63, somando 13,13 contra 12,67 de Tati, ficando com o título da etapa.

Quartas de final
Bateria 1: Carissa Moore (HAV) 12,66 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13,10
Bateria 2: Stephanie Gilmore (AUS) 11,83 x Bronte Macauley (AUS) 7,64
Bateria 3: Niki Van Dijk (AUS) 6,97 x Johanne Defay (FRA) 13,00
Bateria 4: Tyler Wright (AUS) 10,50 x Lakey Peterson (EUA) 9,84

Semifinal
Bateria 1: Tatiana Weston-Webb (BRA) 14,50 x Stephanie Gilmore (AUS) 2,50
Bateria 2: Johanne Defay (FRA) 13,77 x Tyler Wright (AUS) 13,73

Final
Tatiana Weston-Webb (BRA) 12,67 x Johanne Defay (FRA) 13,13

fonte: Globo esporte com
Gabriel Medina, Willian Cardoso e Filipe Toledo vão às quartas de final
Campeão mundial de 2014 registra melhor onda e maior pontuação do dia em Uluwatu. Tatiana Weston-Webb bate Carissa Moore e vai à semifinal da terceira etapa do Circuito Mundial


Gabriel Medina avança às quartas (Foto: WSL)
Gabriel Medina, Willian Cardoso e Filipe Toledo são os representantes do Brasil nas quartas de final da terceira etapa do Circuito Mundial de Surfe, realizada em Uluwatu, na Indonésia, quase dois meses após ter sido interrompida em Margaret River em virtude de ataques de tubarão. Medina e Cardoso protagonizaram um confronto eletrizante pela quarta fase e avançaram lado a lado, com Filipinho seguindo o exemplo na última bateria; Michael Rodrigues foi a única baixa do esquadrão brasileiro no round. No feminino, Tatiana Weston-Webb carimbou passaporte para a semifinal ao derrotar a tricampeã mundial Carissa Moore.

O americano Connor O’Leary parecia determinado a fazer Gabriel Medina e Willian Cardoso travarem um duelo particular pela segunda vaga em jogo na bateria. Com notas 7.33 e 7.30 conquistadas logo no início, O’Leary assumiu a liderança com folga. Mas Medina tinha outros planos: com um tubo muito profundo seguido de uma série de rasgadas fortes, ele conseguiu uma nota 9.00, a melhor do dia, e virou a bateria. Willian Cardoso, que parecia longe da classificação num desconfortável terceiro lugar precisando de 7.90, arrancou um 7.93 dos juízes nos instantes finais e assumiu a segunda colocação. Medina ainda coroou a vitória com um 8.07, totalizando 17.07. Com 14.66, Willian também carimbou passaporte para as quartas, enquanto O’Leary deu adeus ao evento com e 14.63.

– Estou muito feliz por estar nas quartas, ainda mais porque a previsão é de que o mar melhore. Adoro surfar para a esquerda, vamos ver o que o mar reserva para a próxima fase – disse Medina, que agora terá o australiano Mikey Wright pela frente.

O último confronto da quarta fase colocou Filipe Toledo, candidato à liderança do ranking mundial, diante do australiano Mikey Wright e do francês Joan Duru. Numa bateria de poucas ondas, o brasileiro conquistou notas 5.67 e 4.83, garantindo a classificação em primeiro, com 10.50 pontos, contra 8.83 de Wright e 7.44 de Duru. Nas quartas, Filipinho terá pela frente um duelo brasileiro contra Willian Cardoso.

– Chegar às quartas é outro resultado sólido para mim, estou muito feliz – comemorou Filipe. – Vai ser muito legal fazer essa bateria com o Willian, nós dois perdemos nas quartas em Keramas e um de nós vai mais longe aqui. Estou muito grato por ter a oportunidade de surfar em Uluwatu.

Carrasco de Ítalo dá adeus
Responsável pela eliminação do líder do ranking Ítalo Ferreira, Michael Rodrigues não conseguiu dar sequência ao bom momento na quarta fase. Primeiro brasileiro a entrar na água nesta sexta, Michael Rodrigues fez tudo o que podia na segunda bateria, mas não foi páreo para o australiano Julian Wilson e o americano Conner Coffin. O surfista viu os rivais encontrarem ondas melhores e acabou em terceiro lugar, com 11.10 – Wilson avançou em primeiro, com 14.13, e Coffin em segundo, com 13.04.

Tati bate Carissa Moore e vai à semi
Após a disputa da quarta fase masculina, as mulheres entraram em ação em Uluwatu com a disputa das quartas de final. Escalada para a primeira bateria contra a havaiana Carissa Moore, a brasileira Tatiana Weston-Webb partiu com força total e conseguiu notas 7.33 e 5.00, mas viu a tricampeã mundial anotar dois 6.33 e assumir a liderança. Precisando de um 5.33, a brasileira encaixou duas batidas fortes nos minutos finais do confronto e conseguiu nota 5.77, virando a bateria e garantindo a vaga com 13.10, contra 12.66 da rival.

8 de jun de 2018

Ítalo cai para Michael Rodrigues em Uluwatu, e Filipinho pode virar líder
Caso vença o duelo brasuca com Yago Dora, Filipe Toledo chega à ponta provisória do Mundial; Michael e Medina avançam à 4ª fase da etapa que teve adiamento em Margaret

Italo Ferreira wsl


Após quase dois meses da interrupção e adiamento em virtude da indesejada e temida presença de tubarões em Margaret River, a etapa recomeçou nesta sexta-feira com a terceira rodada realizada agora em Uluwatu. E ela não foi nada boa para Ítalo Ferreira. Após vencer em Keramas e chegar à liderança do Mundial, o potiguar foi eliminado pelo compatriota Michael Rodrigues. Com o resultado, Ítalo pode perder o posto, e Filipe Toledo está de olhos bem abertos. Vice-líder, Filipinho fará o duelo brasuca com Yago Dora na bateria que abre o dia e, caso vença, assumirá provisoriamente a ponta. Terceiro colocado, o australiano Julian Wilson despachou o compatriota Kael Walsh e é outro que também pode chegar ao topo do ranking.



Ao desbancar o líder, Michael avançou à 4º rodada para disputar com o americano Conner Coffin e Julian Wilson uma vaga nas quartas de final. Gabriel Medina, quinto colocado no Circuito, também se classificou ao eliminar o australiano Jack Robinson e mira a coroa em Uluwatu para tentar chegar à dianteira do campeonato. Já Jessé Mendes foi superado no fim pelo americano Kolohe Andino e está fora.



Outros dois brasileiros entraram no mar na terceira rodada em Bali. Adriano de Souza, o Mineirinho, enfrentou William Cardoso na 9º bateria. Melhor para Cardoso, que somou 13,00 e seguiu na luta pelo título.

Líder eliminado
Ítalo Ferreira começou bem o round, conseguindo um 6,83 em sua primeira onda. O potiguar seguiu liderando até Michael Rodrigues obter um 8,27, somar 14,77 e assumir a ponta faltando 11 minutos para o fim. Ítalo, então, foi para o tudo ou nada e alcançou 6,10 em sua última tentativa, mas não foi suficiente para bater o Rodrigues.

Medina dentro
Já Gabriel Medina não teve muitos problemas para levar a 7ª bateria e se credenciar à quarta rodada. Mesmo sem apresentar um desempenho de destaque, o campeão mundial de 2014 fez o suficiente para um total de 10,50, batendo com sobras Jack Robinson, que chegou a somente 4,20.


Jessé fora
Jessé entrou em ação logo na 2ª bateria em uma disputa emocionante com o americano Kolohe Andino. O paulista do Guarujá obteve 7,40 em sua última onda e chegou a 14,33, superando Andino nos instantes finais, mas o americano deu o troco em seguida, conseguindo um providencial 6,07 para chegar a 14,47 e vencer a disputa no finzinho.

Round 3

Bateria 1: Owen Wright (AUS) 13,43 x Keanu Asing (HAV) 10,43
Bateria 2: Kolohe Andino (EUA) 14,47 x Jessé Mendes (BRA) 14,33
Bateria 3: Jordy Smith (AFS) 15,33 x Michael February (AFS) 7,26
Bateria 4: Ítalo Ferreira (BRA) 12,93 x Michael Rodrigues (BRA) 14,77
Bateria 5: Sebastian Zietz (HAV) 9,16 x Conner Coffin (EUA) 14,77
Bateria 6: Julian Wilson (AUS) 8,34 x Kael Walsh (AUS) 7,27
Bateria 7: Gabriel Medina (BRA) 10,50 x Jack Robinson (AUS) 4,20
Bateria 8: Michel Bourez (TAH) 11,06 x Conor O’Leary (AUS) 9,04
Bateria 9: Adriano de Souza (BRA) 12,37 x Willian Cardoso (BRA) 13,00
Bateria 10: Filipe Toledo (BRA) x Yago Dora (BRA) - Adiada
Bateria 11: Joel Parkinson (AUS) x Joan Duru (FRA) - Adiada
*Bateria 12: John John Florence (HAV) x Mikey Wright (AUS)

*Lesionado, John John está fora da etapa
fonte globoesporte.com

19 de mai de 2018

Silvana Lima, Tatiana Weston-Webb e Tainá Hinckel são as três atletas beneficiadas pelo projeto


Visando medalha olímpica em Tóquio, COB anuncia apoio inédito ao surfe brasileiro
Silvana Lima, Tatiana Weston-Webb e Tainá Hinckel são as três atletas beneficiadas pelo projeto. Surfistas ganharão passagens aéreas, despesas de viagens e Auxílio-Atleta



surfe brasileiro viveu um momento histórico nesta terça-feira. Após encontro realizado no Rio, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou um inédito apoio à modalidade, visando a Olimpíada de Tóquio 2020. A ação beneficiará diretamente as três principais surfistas do país. A partir de agora, Silvana Lima, Tatiana Weston-Webb e Tainá Hinckel receberão passagens aéreas e terão suas despesas de viagens bancadas pelo Comitê. As três também receberão um Auxílio-Atleta e terão à disposição toda a estrutura do Time Brasil.

- Ser uma modalidade olímpica é algo fundamental para a gente dar esse apoio. O surfe é uma modalidade muito praticada e essa é uma forma de estimular que mais meninas pratiquem surfe no Brasil. Existe um ranqueamento internacional que já começou. Essas são as três brasileiras mais bem colocadas e apenas duas irão aos Jogos Olímpicos. Elas vão continuar participando do Circuito Mundial e vamos procurar dar a melhor estrutura possível para que cheguem a Tóquio em condições de brigar por medalha - disse o diretor-geral do COB e ex-judoca, Rogério Sampaio.


O projeto de apoio foi apresentado ao COB pela Confederação Brasileira de Surfe (CBSurf), que esteve representada por vários de seus dirigentes na reunião desta terça. Num primeiro momento, a CBSurf optou por pedir auxílio apenas no surfe feminino, uma vez que o masculino possui um maior quantitativo de atletas na elite. Nos próximos meses, porém, o COB deve receber um novo projeto, dessa vez de apoio aos homens que brigarão por vaga em Tóquio 2020.

– O dia de hoje está sendo um divisor de águas. O surfe entrar na Olimpíada já foi um grande passo. A partir daí identificamos o ponto fraco, que é surfe feminino. Estou com 44 anos, a Silvana 33 e a Tainá 15. Existe um hiato. O surfe feminino ficou muito tempo sem ser trabalhado. Hoje a gente vai na raça, essas meninas são raçudas e agora com esse apoio elas têm tudo para ir ainda mais para frente - comentou Andréa Lopes, diretora-técnica do núcleo feminino da CBSurf.



Além do apoio às três surfistas, o COB também ajudará a CBSurf na organização do Circuito Brasileiro, que será disputado em quatro etapas a partir de julho.

- Esse apoio às competições nacionais é fundamental. Antigamente, quando você tinha 16, você ia para fora para correr o QS, porque nós não tínhamos um circuito forte. Esse apoio vai abrir um leque para muitos surfistas e vejo isso como o ponto mais positivo desse processo todo - completou Andréa, campeã brasileira profissional em 1999, 2000, 2001, 2003 e 2006.

Surfistas vibram com a parceria
As três surfistas beneficiadas pelo projeto vibraram bastante com o apoio que irão receber até 2020. Depois de se destacar no cenário internacional mesmo lutando para ter bons patrocinadores, Silvana Lima não escondeu a alegria ao saber que terá boa parte das suas despesas bancadas pelo COB nos próximos anos.

- Essa é uma forma de dar um conforto para o atleta. Estou super feliz com essa ajuda, sou uma menina que está sempre buscando patrocínio, hoje em dia até que estou bem estruturada, mas agora essa estrutura vai ficar melhor ainda com a chegada do Comitê. Nunca me passou pela cabeça que o surfe viraria esporte olímpico. A gente até que sonhava com isso, mas não imaginava que pudesse acontecer - disse a cearense.



Mais jovem dentre as surfistas envolvidas no projeto, Tainá Hinckel comemorou em grande estilo o aniversário de 15 anos, ocorrido nesta terça.

- Para mim é incrível estar recebendo esse apoio, principalmente por eu estar ao lado da Tatiana e da Silvana, que são atletas experientes que eu me inspiro muito. O surfe é um esporte caro, que requer apoio e, com certeza, estar recebendo esse apoio pode ser um diferencial muito grande. Agora vamos para cima. Sempre sonhei com esse momento do surfe na Olimpíada. Vou fazer de tudo para fazer parte do Time Brasil - destacou a jovem revelação.

Nascida no Havaí, Tatiana Weston-Webb fará a sua estreia como atleta brasileira na etapa de Saquarema do Circuito Mundial, a partir desta sexta. Filha de uma brasileira, a "Havaiana-Gaúcha" espera representar o país verde-amarelo nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

- Eu queria trocar a minha nacionalidade para o Brasil porque eu sabia o apoio que o país daria ao surfe feminino. Estou muito feliz com esse apoio do Comitê, e vai dar tudo certo na Olimpíada para a gente. Já pensava na naturalização há muito tempo. Decidi isso no início do ano, mas não podia falar. Quero brigar por medalha, mas antes tenho que disputar lugar com a Silvana e com a Tainá.

A corrida olímpica
Inserido no calendário olímpico de forma experimental, o surfe classificará dois atletas por país em cada naipe nos Jogos de Tóquio 2020. A classificação se dará por meio de ranking (promovido pela ISA, a Federação Internacional da modalidade) ou os três torneios válidos como pré-olímpicos: os Jogos Pan-Americanos Lima 2019, o ISA Surf Games 2019 e o ISA Surf Games 2020.


No ranking feminino, as oito primeiras se garantem em Tóquio - caso uma destas se classifique em um dos torneios pré-olímpicos a vaga vai para outro atleta. Já no masculino, os dez primeiros ao final da corrida olímpica estão garantidos nos Jogos.

Como será o apoio às três surfistas
Cada uma das três surfistas envolvidas no projeto olímpico do COB terá um orçamento diferente. Confira os benefícios concedidos a cada uma delas:

Silvana Lima
- Seis etapas do Circuito Mundial
- Quatro etapas do WQS 6000
- Uma viagem para treinamento em El Salvador

Tainá Hinckel
- Quatro etapas do WQS 6000
- Uma etapa do WQS 1500
- Uma etapa do WQS 1000
- Um Pro-Júnior
- Uma viagem para treinamento no Havaí

Tatiana Weston-Webb
- Seis etapas do Circuito Mundial
- Quatro etapas do WQS 6000
- Uma viagem para treinamento em El Salvador

fonte globo esporte
Por Flávio Dilascio e Henrique Arcoverde, Rio de Janeiro
Circuito Medina divulga datas das etapas de 2018; inscrições iniciam nesta segunda
A primeira etapa acontece nos dias 16 e 17 de junho; inscrições começam nesta segunda-feira e custam R$ 100




A edição de 2018 do Circuito Medina de Surf já tem datas definidas. Dividido em três etapas, o campeonato acontece na Praia de Maresias, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. A abertura acontece nos dias 16 e 17 de junho e as inscrições começam nesta segunda-feira, 21.


O circuito é parte do projeto do Instituto Gabriel Medina, que atende atletas de 10 a 16 anos que têm a oportunidade de aprender a surfar e serve como laboratório para os surfistas que querem seguir no esporte.



Serão premiados os campeões nas categorias Sub-11 masculina (nascidos a partir de 2007), Sub-13 masculina e feminina (até 2006) e Sub-15 masculina e feminina (até 2005). Os surfistas que se destacarem podem fazer parte do instituto na próxima temporada.

As inscrições para a primeira etapa podem ser feitas nesta segunda-feira, com uma taxa de R$ 100. Os interessados devem enviar um email para o circuito@institutogm10.com.br. A segunda etapa do circuito será realizada nos dias 1 e 2 de setembro e a final nos dias 10 e 11 de novembro.


No ano passado, Kauê Germano e Júlia Duarte faturaram o título da categoria Sub-15, Caio Costa e Sophia Medina foram os melhores na Sub-13 e Murillo Coura garantiu na Sub-11.


- Tento ajudar o surf, retribuir o que já recebi com o esporte. Espero servir de exemplo para outras pessoas e incentivar ainda mais essa geração. Queremos continuar achando talentos para o surf brasileiro - disse Gabriel Medina por meio da assessoria de imprensa.

fonte :Por GloboEsporte.com, São Sebastião, SP

18 de mai de 2018

Filipinho derrota algoz de Medina na final e é campeão na etapa de Saquarema

Em grande dia, brasileiro supera rivais nas quartas e na semi e depois derrota Wade Carmichael, da Austrália, na final, com somatório de 17.10, sendo uma onda quase perfeita que valeu 9.93

O brasileiro Filipe Toledo surfou demais nesta sexta-feira e, ao derrotar o australiano Wade Carmichael na decisão, se tornou o campeão da etapa de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, válida pelo Circuito Mundial de Surfe de 2018. Em uma apresentação sensacional, ele teve um somatório de 17.10, sendo uma onda quase perfeita que valeu 9.93 e outra em que ganhou a nota 7.17, e levou o público ao delírio.  O rival, algoz de Gabriel Medina nas quartas de final, fez apenas 8.00 e saiu com o vice-campeonato, um grande resultado para o estrangeiro, que entrou na etapa como 16º colocado no ranking da World Surf League.
- Isso é o Brasil, essa é nossa energia, esse é o sentimento... É emocionante (pausa para choro)! É bom demais voltar para casa e receber esse carinho da torcida. Sabe, é a última bateria... Você precisa ganhar. É sua última chance. É o que coloco na minha mente na final. É o grande show, é meu palco, minha paixão, é o que penso. Eu vou lá e tento fazer o meu melhor. Está funcionando! Eu estava me sentindo meio estranho ontem. Tive um pequeno problema no estômago, mas estava pronto essa manhã - comentou Filipinho, muito emocionado.
Esse foi o sexto título no Circuito Mundial de Surfe em seis finais. Em quatro dessas finais, ele tirou nota 10, em Saquarema bateu na trave com esse 9.93. O título leva Filipinho para a vice-colocação do ranking mundial da WSL.
Filipe Toledo começou partindo para cima. Com 34 minutos faltando para o fim da bateria, tentou uma descida e levou uma vaca, saindo até atordoado e sendo ajudado pelo jet-ski. Sua prancha saiu quebrada, e ele precisou trocar. Depois da mudança, o brasileiro veio ainda mais empolgado. Conseguiu três ondas em sequência, com destaque para a última, um tubo que levantou a galera presente nas areias e valeu 9.93 ao surfista.

Assim, ele chegou a 13.60 de somatório, enquanto Wade Carmichael, na combinação, tinha 3.84. O brasileiro dominava a bateria, enquanto o australiano penava para encontrar uma boa onda para descer. Filipinho ainda substituiu a onda que valeu nota menor por um 7.17, chegando a 17.10 e, mais uma vez, levando os locais à loucura nas areias. O australiano ainda teve uma chance de superar o brasuca, fez um bom tubo com uma cortada para finalizar, mas não o suficiente para tomar a dianteira. Ele terminou com 8.00.

Antes de encarar Wade Carmichael na decisão, Filipe Toledo encontrou Kolohe Andino, dos Estados Unidos, nas quartas de final. Nessa ocasião, ele venceu com 13.84 contra 11.93 do rival. Depois, nas semifinais, desbancou ninguém menos que o número 1 do ranking mundial da WSL, Julian Wilson, com 16.37. O australiano fez somente 5.63.
O Brasil começou o dia com quatro representantes. Mas só Filipe Toledo conseguiu resultados positivos. Gabriel Medina caiu nas quartas para Wade Carmichael, enquanto Michael Rodrigues perdeu de Julian Wilson, e Yago Dora sofreu um revés diante de Ezekiel Lau.



fonte:Por GloboEsporte.com, Saquarema, RJ
18/05/2018 

15 de mai de 2018

Ian Gouveia lembra freguesia para Mineirinho e celebra vitória sobre o rival

Eliminado por Adriano de Souza no round 3 do Rio Pro do ano passado, pernambucano dá o troco com triunfo sobre o campeão mundial de 2015 na repescagem deste ano





Ian Gouveia avançou à terceira fase do Rio Pro (Foto: Damien Poullenot/WSL)
Ian Gouveia avançou à terceira fase do Rio Pro (Foto: Damien Poullenot/WSL)

Nada como um dia após o outro. Derrotado nos dois últimos confrontos diretos com Adriano de Souza, Ian Gouveia deu o troco nesta segunda-feira, na Barrinha, em Saquarema (RJ). A vitória do pernambucano aconteceu na repescagem (round 2) do Rio Pro, o que fez Mineirinho despedir-se precocemente do evento. Feliz com o triunfo, Ian lembrou da freguesia para o compatriota, um dos surfistas mais respeitados no Circuito Mundial.
- Realmente essa sensação de estar no Brasil e vencer o Mineirinho foi algo marcante para mim. Ganhar de um campeão mundial é muito gratificante. Ano passado tivemos essa mesma bateria no round 3, e ele venceu. Esse ano ele me venceu na Gold Coast também. Estava na hora de ganhar umazinha dele - brincou Ian, cumprimentado por Mineirinho após a bateria.
Filho do lendário Fabinho Gouveia, Ian celebrou a classificação com a família, que está em Saquarema para acompanhá-lo na competição. Ao deixar o palanque de entrevistas, o surfista correu para abraçar a filha Malia, fruto do seu relacionamento com Mayara Hanada, filha do fotógrafo Gil Hanada e irmã gêmea de Tayná, ex-namorada de Gabriel Medina.
- A família veio toda me assistir aqui, isso me dá muita força - resumiu Ian Gouveia.

26 de fev de 2015

Kirra por trás dos tubos



Kirra ficou clássico durante uma semana inteira. Pico das clássicas direitas da Gold Coast já havia um bom tempo que não mostrava as caras.
Veja o filme de Ishka Folkwell com Mick Fanning, Parko, Asher Pacey, Dean Morrison, Torren Martyn. A trilha sonora The Swamps, Alaskan Poetry and The Voyages.